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5 acertos do Mondial de La Bière Rio e as cervejarias premiadas

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O Que Não Falte Malte visitou o Mondial de la Bière Rio, evento internacional de cervejas que teve sua primeira edição brasileira entre os dias 14 e 17 de novembro.

Confira abaixo quais consideramos os 5 acertos do evento seguido da lista com os principais premiados:

1. União entre cultura e degustação

O Mondial de la Bière Rio sob a curadoria de Cilene Saorin, conseguiu oferecer uma experiência cervejeira bastante completa aos participantes.

O evento uniu stands de distribuidores e cervejarias de peso (embora tenha sentido falta da presença de alguma artesanal estrangeira), comidas típicas de pub e boteco, shows, palestras, degustações e workshops (muitos deles gratuitos) e preços relativamente convidativos da maioria dos chopes (faixa média de R$4 a R$8 por copo).

O que se via eram pessoas que a despeito de todo o calor do Rio, estavam vivenciando de forma substancial a cultura cervejeira artesanal.

2. Muitos lançamentos direto da fonte

mondial_kombipaCom a cena nacional em ebulição, muitas cervejarias nacionais lançaram novos produtos no evento, estabelecendo um contato próximo e importante com seu público.

À frente da equipe da Bodebrown, o sempre simpático Samuel Cavalcanti oferecia a um preço único de R$5 grande parte de seu portfólio. Em meio ao calorão que cozinhava o pessoal no meio da tarde, a sempre deliciosa Cacau IPA com seus aroma de cacau e castanhas e o lançamento Verun, uma Rye Session Pale Ale com perfil super aromático de lúpulos e 3,8% deram conta do recado.

O stand da Colorado trazia a nova Colorado Titãs, uma brown ale com laranja que contrastava de forma inusitada e interessante o caramelo do malte com notas cítricas.

A Cervejaria 2 Cabeças trazia duas novas criações: Uma Session IPA bem gostosa e a X-Imperial Lager, que carrega a marca registrada dos caras de pesar no lúpulo sem perder o equilíbrio. Um ponto interessante é que um misterioso “X” foi estampado no lugar da marca e dos rótulos, ostentando um militante “trocamos a marca por mais lúpulo”. Ao que parece, podemos aguardar boas novidades em breve.

A Cervejaria Júpiter trouxe sua Júpiter IPA que conta com uma técnica de lupulagem contínua, na qual novas adições na fervura são feitas a cada 45 segundos, resultando em uma cerveja bastante amarga e aromática.

E finalmente a Burgman, trazia pelas mãos de seu novo mestre-cervejeiro Alexandre Sigolo (ex-Cervejaria Nacional) suas recém-criada Casa Nova, uma Premium Lager refrescante e equilibrada, carregada do gostoso lúpulo Motueka.

3. Cervejas Raras

mondial_dogfishAlém dos incríveis lançamentos e de uma infinidade de rótulos nacionais e gringos, algumas “raridades” no mercado deram as caras por lá.

A distribuidora Buena Beer trouxe um lote limitado com 3 rótulos americana Dogfish Head: a Sixty-One IPA (que utiliza mosto de uva Syrah), Midas Touch (uma receita traduzida de 2,7mil anos que traz mel e notas de uva branca) e a 60 minute IPA (que evaporou no segundo dia de evento).

A Brasserie Dieu du Ciel, de Montreal – cidade natal do Mondial – também estava disponível além de outras cervejarias americanas como Lagunitas e Sierra Nevada engrossando o coro.

4. Acesso ao evento

Paulista que sou, não tive dificuldade alguma para localizar e acessar o local do evento, que ficava a poucos metros da estação de metrô Praça XI. Para quem foi de ônibus ao Rio, o local ficava também bem próximo a rodoviária Novo Rio.

Em tempos de Lei Seca é sempre bacana este tipo de facilidade. Nada melhor que beber e retornar pra casa com tranquilidade.

5. Pontos de Hidratação e Banheiros

Parece elementar a um evento de cervejas o fácil acesso a água e sanitários. No entanto, isto é menos comum do que parece em muitos dos festivais nacionais.

Apesar do calor implacável do Rio em pleno verão, as estações de hidratação eram gratuitas e ajudava a refrescar os visitantes – e de quebra dar aquela bela lavada no copo antes da próxima dose. Os banheiros também eram amplos, limpos e de fácil acesso. Em meio a zilhões de cervejeiros, faz a diferença.

Conheça os vencedores: cervejas brasileiras são medalhistas no festival

O concurso foi definido por um júri composto por três brasileiros – Kátia Jorge, Tataiana Spojis e Gustavo Miranda – e quatro convidados estrangeiros – Serge Noel, coordenador do concurso, os italianos Teo Musso e Giovani Campari, que divulgam a cultura cervejeira na terra do vinho; e o inglês Tony Forder, representantes da maior publicação norte-americana sobre cerveja.

A medalha de platina, maior prêmio da competição contou com um raro empate entre Colorado Ithaca Oak Aged (versão sazonal envelhecida em carvalho da Imperial Stout Ithaca que chega ao mercado ano que vem) e a Wäls Pretoleum (Imperial Stout com receita da cervejaria Dum).

Tony Forder_Victor Montenegro_José Felipe Carneiro_Jeannine Marois

José Felipe Carneiro recebe prêmio pela Cervejaria Wals

Confira abaixo a lista completa das medalhistas de ouro:

Wäls | Belo Horizonte (grande vencedora do evento): Stadt Jever, a Quadruppel, Trippel e Witte

Bodebrown | Curitiba: Black Rye IPA, a Hop-Weiss, a Tripel Montfort e a Cacau IPA

Cervejaria Coruja | Porto Alegre: Labareda

Cervejaria Dortmund | Amparo: Nostradamus Dortmund

Cervejaria Invicta | Ribeirão Preto: Invicta Imperial IPA

Cervejaria Noi | Rio de Janeiro: Noi Nera

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As melhores segundo a preferência do público

Um concurso popular com visitantes elegeu as três melhores cervejas na preferencia do público. Foram elas: Wäls Pretoleum (1o Lugar), Insana Gold (2o lugar) e Jeffrey Wit (3o lugar).

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Em resumo, um evento muito bacana que certamente vale a visita. Claro que alguns ajustes ainda são necessários, mas considerando que foi sua primeira edição, podemos esperar grandes coisas na versão de 2014, já confirmada pelos organizadores.

E você que visitou o evento não esqueça de comentar o que achou e qual sua(s) cervejas(s) favoritas.

Um pensamento sobre “5 acertos do Mondial de La Bière Rio e as cervejarias premiadas

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