Entrevistas

DUM lança financiamento coletivo para documentário ‘Petroleum é nosso’ 

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Recentemente contamos a história do Social Beers e como as plataformas de financiamento coletivos podem ajudam o mercado cervejeiro a viabilzar projetos incríveis. Entre tantas iniciativas fermentando na cena nacional, certamente a ideia da DUM Cervejaria merece atenção especial.

Resumindo a história nas palavras dos próprios criadores, “ela [em referência a receita da Petroleum] é uma cerveja que nasceu num quintal de Curitiba, em panelas de alumínio, levando 24 horas para terminar a primeira brassagem. Depois disso, ganhou fama e foi parar nas panelas da Wals Cervejas Especiais em Belo Horizonte. A partir daí ganhou medalhas no Brasil e pelo mundo afora.”

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Muito mais que contar como surgiu uma cerveja excepcional, o projeto lançado pelo cervejeiro Murilo Foltran na plataforma Catarse é um retrato da própria revolução cervejeira no Brasil, servindo de inspiração e motivação a todos os apaixonados pela verdadeira cerveja. Além do Murilo, também fazem parte da DUM os cervejeiros Luiz Felipe Camargo Araujo e Julio Amorim Moutinho.

Confira o filme oficial do crowdfunding ‘Petroleum é nosso’:

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O QNFM entrevistou Murilo Foltran, um dos mestres-cervejeiros responsáveis pela criação da receita excepcional Petroleum.

QNFM: Como surgiu a Cervejaria DUM?

A DUM surgiu da união de amigos que queriam tomar cervejas diferentes das que existiam no mercado. Fazendo as brassagens na churrasqueira da minha casa e sempre experimentando coisas novas.

QNFM: Como foi o processo de inspiração para chegar na receita da Petroleum?

Em 2010, o Julio e o Luiz Felipe foram passar férias na minha casa em Florianópolis e em uma visita a Sambaqui do Filipe Costa, tiveram o primeiro contato com uma imperial stout mais encorpada. Quando mudei para Curitiba, decidimos fazer uma imperial stout e aproveitando a minha para Europa, quando trouxe todas as imperial stouts que encontrei e fizemos uma degustação e anotamos o que gostavamos mais em cada uma delas. Ai partimos pro Beersmith – software cervejeiro – fizemos uma receita com aquilo que achavamos mais legal. Ai aconteceu a fatídica brassagem de 24 horas, por conta do exagero de malte.

QNFM: Das panelas de um quintal, passando pela reprodução da receita na Wals até premiações internacionais, como você enxerga essa evolução?

Das panelas de um quintal, passando pela reprodução da receita na Wals até premiações internacionais, como você enxerga essa evolução? Foi algo natural, quando fizemos ela em 2010, não imaginávamos que teria uma aceitação tão grande. Era uma cerveja feita para o nosso gosto. Mas assim que começamos a levar para as pessoas provarem, elas acabaram gostando muito. Começaram a nos incentivar a produzir ela comercialmente, até que o seu Miguel, pais dos meninos da Wals, provou a cerveja e ficou louco por ela. Por isso o José Felipe nos procurou para produzir na Wals, assim o seu Miguel teria o seu próprio estoque. Mas não nos demos por satisfeitos, continuamos a procurar um modo de produzir as nossas cervejas, até que encontramos a Gauden Bier, ou talvez eles nos encontraram, e comecamos a produzir la. Já estamos com 3 rótulos e tem muito mais por vir.

QNFM: Qual a sua dica para quem começou a fazer cerveja caseira agora?

Estudar e praticar. Cerveja só aprende fazendo, quanto mais fizer, mais vai aprender. Não se preocupe em abrir uma cervejaria, se preocupe em fazer boas cervejas, bem fermentadas, bem maturadas. Depois que você dominar isso, as coisas vão acontecer naturalmente. Participe de listas de discussão, ajude os mais novos, explique quantas vezes for preciso, essa é uma ótima maneira de aprender. Leve pessoas para ver suas brassagens, assim que vamos divulgar a cultura da boa cerveja. Perdi a conta de quantas pessoas começaram a fazer cervejas depois ir na minha casa ver como fazia e provar o resultado.

QNFM: E a idéia do filme, como surgiu?

Como o Luiz Felipe é cineasta, sempre filmamos as coisas da DUM, e de quebra, entrevistamos várias pessoas do meio cervejeiro. Olhando essas imagens com um amigo roteirista, ele enxergou a prossiblidade de contar a história da evolução do mercado brasileiro de cerveja artesanal, usando a Petroleum como exemplo. Ai corremos contra o tempo para conseguir lançar o projeto antes do Festival Nacional da Cerveja em Blumenau. Estamos falando com várias empresas do meio que tem apoiado a idéia com dados sobre a evolução do mercado. Ou seja, estamos certos que o filme será um marco na história da cerveja brasileira.

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Como todo projeto dessa natureza, ele depende da contribuição de entusiastas para ser viabilizado. Há uma série de cotas de patrocínio que variam desde uma garrafa de Petroleum e créditos no documentário até um jantar harmonizado exclusivo no mesmo quintal que ela surgiu. Estamos na torcida!

Contribua para que o curta ‘O Petroleum é nosso’ aconteça.

 

 

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